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e então Lost terminou. o seriado que durante os últimos seis anos, mais ou menos, tem respondido a uma pergunta com outra pergunta acabou com o que posso definir, sem spoilers, como sendo o ponto final mais emocionante que vi em um bom tempo.

tão comovente, de fato, que me fez esquecer os buracos que o roteiro deixou para trás - buracos esses que (nem sempre) surgiram por motivo de força maior, como a desistência do ator que fazia o mr. Eko, a crise financeira de 2008 e outros eventos que pegaram os criadores de surpresa.

se tem uma coisa que eu não sou, é fanboy. sabe? aquele pessoal que escolhe algo pop pero non troppo (rebolation não vale) e sem a menor cerimônia - até com alguma pressa - vira fã de carteirinha da dita coisa. 

tipo a Apple, por exemplo. 

quem me conhece, sabe: eu tenho lá meus defeitos (sério, tenho mesmo). mas sou a favor da igualdade. total e irrestrita. e por um motivo muito simples: exceto por detalhes técnicos biológicos, não vejo a diferença. no entanto, e como toda coisa que a gente acha que é uma virtude sobre nós mesmos, isso me cria problemas. mais especificamente em datas como esta de hoje, o Dia Internacional da Mulher.

(não, este post não é sobre a saga do crepúsculo.)

desde que me entendo por gente, sou fã de rock. mais precisamente desde uns 12 ou 13 anos - ou seja, antes de eu me entender por gente (eu disse "mais precisamente", não "exatamente"). bom… quando eu tinha uns 9 anos, jogava Master System (Psycho Fox).

eu sempre comparo este ramo, de Design, ao da Medicina. por alguns motivos: o que é bom hoje pode não prestar amanhã; você é julgado pela sua aparência; tanto designers quanto médicos fazem recomendações que as pessoas cismam de não seguir, e por aí vai.

acontece que as diferenças estão aí mesmo: na Medicina, a distinção entre bom e ruim sempre deriva de pesquisas; no Design, o achismo de clientes e supostos "artistas" toma o lugar de coisas sérias como usabilidade. sua aparência deve ser o mais formal possível, se você é um médico, e bem descolada se você é designer. já as recomendações - ninguém ouve seu médico ou designer mesmo, paciência.

enquanto isso, em Campinas...

pô, mas que parece, parece

tem FM O Dia em Campinas?

o fim de semana passado começou com uma notícia interessante: estava pra acontecer o DrupalCamp, edição local (leia-se "para todo o Brasil") do maior evento dedicado a esse que é o nosso Zé Gotinha dos sistemas de gestão de conteúdo, o Drupal.

(tudo bem que no logotipo do evento ele parece mais o Chaminha, mascote da FM O Dia, mas que diabo.)

como em toda profissão, no web design tem horas em que você se pega pensando: "esta é a parte do meu trabalho que eu detesto". acho que ninguém, nem mesmo a Lassie, está contente com seu ganha-pão sempre. com web designers não é diferente: temos um trabalhão pra criar as páginas, entre comentários do atendimento de que "ninguém mais lê hoje em dia"; do pessoal de marketing, de que "o site não tem tipo assim o look-and-feel do cliente" (aliás, qual o look-and-feel do cliente mesmo?); do cliente, o bom e velho "muda essa cor? eu acho que ninguém vai gostar dela" e por aí vai.

mas não tem coisa mais petulante que fazer site compatível com IE6.

pessoas estão sempre procurando um fim de uma era, uma página final de um capítulo, um evento bombástico que encerra tudo que conhecemos antes de dar passagem ao novo qualquer coisa. mas às vezes isso está diante dos nossos olhos sem que a gente perceba.

quando eu comecei a desenvolver sites com mais seriedade, descobri que iria dar um trabalho do cão fazer tudo por conta própria. na verdade eu não descobri isso imediatamente porque sou um tremendo cabeça-dura. mas depois de uns seis meses estudando PHP, somados a outros três para desenvolver a antiga versão do meu site, meu raciocínio relâmpago entrou em ação. ou começou, sei lá.

ok, as férias que eu não tive acabaram, então é hora de continuar trabalhando vigorosa, esforçada e quase concentradamente.

no meu post anterior, acabei não falando de qual fantástico sistema adotei para meu site e por que ele faz toda a concorrência ficar pulando como aqueles macacos do filme do Kubric. ficou faltando esse clichê, mas vejam pelo lado bom: meu segundo post já tem uma errata! êee.

então, o dito sistema é o Drupal, o sistema de gerenciamento de conteúdo mais estável, seguro, customizável e difícil de aprender sobre a face da terra.