Portfolio
A Tríade

- trabalho da pós-graduação
- foco em usabilidade
- linguagem visual impactante
"existem pessoas muito criativas. também existem outras que conseguem entender e aplicar a metodologia em um projeto. raros são os que, como o Luciano, têm condições de transformar requisitos e especificações em soluções inovadoras. o projeto de CD-ROM da Tríade é um belo exemplo disso". assim falou Robson Santos, meu orientador da pós. mas diante de toda a turma, numa aula de revisão, ele lascou: "você vai ficar cheio de marra, mas eu não achei nenhuma falha na sua interface". imagina, eu nem fui sacaneado por isso. mas peraí, como assim trabalho acadêmico num portfolio profissional?
o melhor do melhor
verdade. se você olhar os portfolios de designers, publicitários e afins, vai ver que não tem trabalhos acadêmicos. ou, se tem, é de um profissional novato que, não tendo trabalhos publicados, parte pros fictícios (mas não necessariamente crus). então por que, se eu tenho sites publicados, voltaria no tempo assim? simples. nesse trabalho eu tive liberdade e tempo pra desenvolver uma linguagem visual de impacto. e aproveitei cada segundo disponível pra fazer pesquisas de usabilidade, na medida certa pro tamanho do trabalho.
pesquisas de quê?
usabilidade. cito Steve Krug: "basta sentar-se e olhar alguém que não é você usar o que você está construindo". quando você está desenvolvendo um site ou CD-ROM, precisa definir um público-alvo, como ele vai usar sua interface e que tipo de informação buscará. aí você testa com seu público. simples. (Agora tente explicar isso pra um aluno da SOS Computadores). o CD-ROM da Tríade trata de bandas de garagem. logo, bastou achar alguns fãs de rock, sentá-los diante das telas que eu desenvolvia, e testar.
ah, bom
finalmente entramos no mérito de que cliente é esse. pois então. a Tríade era um encontro periódico de três bandas de rock - progressivo (Quantum), hard rock (Paradigma) e MPB + rock (Refúgio). bolei logos pras três, fotografei e cuidei de tudo pra que tivessem o CD-ROM mais maneiro de toda a galáxia. afinal, minha nota dependia disso ;) a linguagem visual era pá e bola: filipetas xerocadas, fotos da Lapa, negativos, encartes de CDs, coisas que retratassem a carioquice da região e a zona do rock de garagem.
e aquele lance de usabilidade?
pois é! o lance da usabilidade. cara, eu não queria me gabar, mas é tarde demais: o que meu orientador falou estava quase certo. o pessoal que eu escolhi - uns 5 ou 7 fãs de rock - usou o CD-ROM sem problemas. meu chefe à época foi um deles, e sugeriu um tooltip. basicamente um indicador de "que porra é essa que eu vou clicar?" tremenda contribuição.
inspiração é o escambau
veja a figura. ela retrata uma das etapas do processo de criação: wireframes. através deles é que você organiza sua interface pra produzir mais tarde. essa foi uma das muitas técnicas que aprendi na pós. inclusive isso seria decisivo pra que mais tarde o Celtha, antigo Quantum, me chamasse pra outro trabalho (já que eles tinham gostado desse primeiro). você pode conferir o resultado aqui.






