Luco

Interfaces

Portfolio

Associação Shaolin Norte

Circa: 
Nov, 2008
  • cliente frustrado por terceiros
  • mercado sem profissionalismo
  • relações pessoais decisivas

você está pronto para atender clientes? nem todo cliente está pronto para ser atendido. sim, é claro, precisamos ser profissionais e trabalhar com o que foi designado - e que já não é pouco. mas uma vontade irresistível de atender determinados clientes acomete um designer. pode-se dizer até que o cara encasqueta com isso: às vezes por ser um cliente internacional, arrojado, que dê bastante liberdade para criação ou que pague muito bem, além de dar muita visibilidade. ou nenhuma das respostas anteriores.

às vezes é só alguém conhecido. só isso!

fala sério!

essa história de escolher um cliente conhecido não foi lá muito profissional. na verdade foi passional mesmo. então vejamos uma referência mais, digamos, distanciada. a via crúcis do cliente disponível aqui inclui, dentre outras coisas, chamar o cara de informática, depois o sobrinho webdesigner, a solução mais em conta e por aí vai.

(aliás esse texto é um marco: poucas vezes eu vi alguém escrever com tamanha precisão e lucidez sobre nosso mercado. o que se escreve habitualmente em webdesign são tutoriais - vulgo literatura técnica - que não são dispensáveis, longe disso. só que não são tudo. mas voltando ao assunto em pauta.)

tem que começar de algum lugar

estou entre Kung Fu e Tai Chi tem o quê?, uns seis anos. parei uma época por causa de um acidente (fora do treino, claro) e desde que me entendo por gente, ou melhor, por shaolin, tento emplacar um site mais apresentável pra minha academia. e tem uma coisa que eu percebi nesse mercado: os sites são bastante amadores. isso me lembra aquelas correntes de internet que nos ensinam a olhar pros problemas como degraus, e não barreiras. cândido.

sim: tem muito espaço para melhorias.

pegando um atalho

sabe, não tenho medo de um serviço grande (tá certo que a responsa me deixa um pouco ansioso) mas não tinha conseguido pegar esse trabalho ainda por causa de outro fator: uma total ausência de relações pessoais. não basta você ser um bom profissional (obrigado), também é necessário convencer as pessoas disso. no caso do meu professor, eu não tinha aberto essa possibilidade. lógico que ele sendo professor, dá atenção a todos os seus alunos. mas isso não garante uma contratação.

então não teve jeito: tive que assistir à contratação alheia e à conseqüente erosão da paciência do professor enquanto prazos iam sendo descumpridos, o material ficava meio assim, meio assado... nada contra quem realizou, mas não era profissional da área. aí fica difícil. (você não trataria um problema de coração com um dermatologista, né?)

reset

lógico que, com o passar do tempo meu professor e eu nos tornamos mais amigos, o que me abriu uma via expressa - mas bastante estreita - para aconselhá-lo. afinal, você não quer nem sonhar em fazer besteira com um cliente que, além de ser seu amigo e seu professor, está há três anos tentando ter um site e não consegue.

mas nisso meu professor e sua academia não são um caso raro. existem muitas diferenças entre empresas mas basicamente é assim: o pessoal não tem orientação para fazer a encomenda. este foi um desses casos, onde ainda influenciou um outro fator, típico da nossa realidade: relações pessoais. felizmente, conseguimos nos acertar e concluir o trabalho, que não pára por aí. aliás, mal começou: esse site será mantido por mim e, em troca, tenho uma bolsa para treinar. não quero ser tão pretensioso, mas defino isso como uma autêntica relação ganha-ganha.