ESPM

circa: 
Mar/2005

eu sempre quis ser publicitário. então juntei minha força de vontade e fui reprovado no vestibular da UFRJ, de onde segui pra ESPM. uma vez lá, fiz um curso de webdesign, sabe, pra agitar um estágio. o Giovani dava aula na ESPM, achava muito promissor esse lance de web e me chamou pra agência dele. lá pelas tantas, eu já estava como webdesigner da agência do meu ex-professor, trabalhando com ex-colegas das salas de aula, quando pintou um job pra nossa ex-escola. essa era a prova de fogo. pra todos nós.

altas expectativas

não é apenas uma questão de mas-que-mundo-pequeno. é uma tremenda responsabilidade. a gente precisava estar à altura, mais do que qualquer outro cliente - afinal, estudamos lá. e o Giovani tinha sido nosso professor! fazer besteira não ia pegar bem. o objetivo era simples: vender as inscrições pro vestibular aos alunos de classes A e B.

até tu, Brutus?

a ESPM chegou com a seguinte pérola: "olha, gente, o prazo acabou e a gente não tem verba pra essa ação". um clássico. estávamos restritos a estudantes das classes A e B, mas ainda assim é muita gente. e levando em conta os pais como influenciadores ou até decisores da compra (detalhe importante de Marketing). dois públicos distintos, verba no chão, poucas permutas disponíveis... e muito conteúdo sobre os cursos pra gente comunicar. belo cenário. e isso já em meados de fevereiro.

eureka!

a solução meio que caiu no nosso colo. ou no do Giovani, pois foi ele que teve esse estalo: "e se a gente vendesse um site pras pessoas acessarem e lá, sim, tivesse informações mais detalhadas?" particularmente eu achei muito interessante, mas lá estava o meu na reta de novo. se a web fracassa...

família trapo

integrar para não entregar, é o que eu sempre digo

bom, não é que a equipe tenha exatamente ido almoçar me deixando sozinho pra cuidar dessa encrenca. a campanha estava atrelada à web, mas tinha anúncios de jornal e spots de rádio pra criar. eles iriam atiçar a curiosidade do público-alvo e levá-lo ao site. esse foi o grande lance da nossa criação coletiva: curiosidade. o que é o Marketing? partindo dessa premissa, criamos o conceito Eu quero saber o que é marketing, que foi explorado nos anúncios e levava a um site que explicava tudo.

cliente II, a missão

legal: matamos o leão, as vendas foram boas, e todos nós - Giovani, sua equipe e aquele cara da web - fomos muito elogiados. um novo dia surge, e traz com ele outro leão pra gente matar (desculpe, PETA). agora a gente tem que vender os cursos de pós-graduação da ESPM, que estão com um retorno meio, digamos, abaixo das expectativas. basicamente é assim: enquanto a turma não fechar, o curso não começa. quem quer fazer pós tem que arcar com essa espera (eu arquei pra fazer a minha).

Tostines vende mais porque é fresquinho?

pobre ESPM. eles não tinham verba de novo! e tome site. ok, já usamos essa estratégia, mas é outro público. dessa vez focamos na importância de um MBA pra tomada de decisões gerenciais. você pode até não ter um MBA, mas mais cedo ou mais tarde alguém que tenha vai tomar a sua fatia de mercado.

e lá vamos nós!

não tem como não saber onde você está clicando

criou-se, então, a campanha Meu foco é marketing, e tentamos algumas técnicas novas de web na agência. pensamos o seguinte: se o mote da campanha é foco, simbolizado por uma lupa, que tal transpô-la ludicamente pra web? com isso em mente, pesquisei uma maneira de criar um texto embaçado que ganharia foco quando a lupa, controlada pelo mouse, passasse por cima. cara, foi um custo. enquanto isso, não muito longe dali, uma tecnologia chamada CSS começava a ser considerada...

a nova onda

confesso: quando ouvi falar de CSS, pensei que era mais uma ondinha passageira da internet. o Maurice, meu chefe na época, também. tempos depois, o Maurice se convenceu de que tinha que aprender esse lance pra se manter em dia. eu não. em sendo ele o chefe, acabei transigindo ;) a verdade é que ele deu a largada pra um projeto em CSS, com algumas qualidades bem claras: a página carrega mais rápido, o site é mais compatível com diferentes configurações, usa elementos mais abrangentes... só vantagens. mas até a gente poder desfrutar disso, o Maurice queimou a mufa. eu viria a aprender CSS mais tarde. por ora, estava contente com minha recente vitória no flash.

topo da página